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| HSPA ainda está no páreo, apesar do sucesso do WiMax. |
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16/10/2007 às 11:40 hs |
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A tecnologia de banda larga sem fio High-Speed Packet Access (HSPA), uma evolução do padrão GSM de telefonia móvel, já está presente em alguns mercados e cresce rapidamente, com chance, inclusive, de se tornar mais popular que o WiMax e outras tecnologias sem fio emergentes.
Esta é a visão da GSM Association (GSMA), que representa as operadoras HSPA globalmente, incluindo a AT&T Inc. nos Estados Unidos.
Para a entidade, a razão pela qual a HSPA pode se mostrar mais popular que outras tecnologias é justamente porque ela é construída em cima de redes GSM, que tem um alcance hoje de 2,5 bilhões de usuários.
Esses usuários muitas vezes carregam celulares que custam cerca de 20 dólares por conta da alta escala, afirmou David Pringle, porta-voz do GSMA em Londres, em uma entrevista por telefone.
"A HSPA ainda não tem a economia de escala do GSM, mas está ganhando mercado e outras novas tecnologias vão descobrir que é difícil alcançar tamanha proporção", disse Pringle. "Isso quer dizer que a HSPA pode se provar mais popular que o WiMax e outras tecnologias", afirmou.
O grupo acredita que operadoras de telefonia móvel e usuários dos Estados Unidos vão se beneficiar do fato de que a tecnologia é usada globalmente, o que leva para baixo os custos de aparelhos, de acordo com Pringle. "É difícil se equiparar a uma escala como essa", reiterou
Existem hoje 128 redes comerciais em HSPA, em 61 países, incluindo a AT&T nos Estados Unidos. Tais redes alcançam no mínimo 5 milhões de usuários, de acordo com o porta-voz.
A rede HSPA da AT&T, chamada comercialmente de BroadBandConnect, alcança hoje mais de 3 milhões de clientes, de acordo com Pringle.
Ele salientou que o grupo GSMA não quer atacar a tecnologia WiMax, mas destacou que a tecnologia HSPA pode não viver um 'hype', mas já está disponível. Ele acrescentou, inclusive, que "não há grandes diferenças em termos de performance" entre os dois padrões de banda larga.
A Sprint Nextel Corp. tem planos de lançar uma rede WiMax nacional nos Estados Unidos no próximo ano, com velocidades de conexão de 2 a 4 Mbps, apesar de outros detalhes ainda não terem sido divulgados. A rede HSPA da AT&T permite conexões entre 400 e 700 Kbps, mas a velocidade poderá ser ampliada, de acordo com o porta-voz.
Mesmo alguns analistas da indústria tendem a concordar com o GSMA de que HSPA e o WiMax estarão próximos o suficiente em performance para rodar as mesmas aplicações, embora o Gartner, em novembro último, ter notado que o WiMax terá "uma clara vantagem" em termos de delay tanto sobre o HSPA quanto sobre o padrão EV-DO (derivado do CDMA).
Por isso, enquanto a performance possa ou não ser uma diferenciação, muitos analistas avaliaram que o custo de vários serviços vai fazer a diferença para operadoras e clientes.
Um analista independente, Jeffrey Kagan, afirmou que "haverá uma variedade de tecnologias de banda larga sem fio e não há como dizer qual delas vencerá. Na verdade, é impossível dizer isso hoje. Velocidade será um fator, mas também marketing e preço", completou.
A Juniper Research, entretanto, confirmou a previsão da entidade sobre o sucesso do HSPA. Em um relatório divulgado em agosto, ela estimou que o HSPA domine o mercado de banda larga móvel nos próximos cinco anos. Até 2012, o instituto prevê que esse padrão concentre 70% dos assinantes de banda larga sem fio. Naquele ano, mais de 1 bilhão de pessoas assinarão um serviço desse tipo.
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